A maison italiana revisita sua história de excelência em alfaiataria e apresenta uma nova visão do luxo contemporâneo
A Max Mara escolheu Xangai, na China, como cenário para celebrar seus 75 anos de história com a apresentação da coleção Resort 2027, intitulada “Kinetic Chic”. O desfile aconteceu no Long Museum West Bund, um dos mais importantes espaços de arte contemporânea da cidade, criando uma conexão entre moda, arquitetura e inovação.
Desde sua fundação em 1951 por Achille Maramotti, a Max Mara construiu sua identidade a partir de um elemento icônico: o casaco. Mais do que uma peça de proteção ou tendência, o casaco tornou-se uma assinatura da marca — uma construção arquitetônica de formas perfeitas, tecidos nobres e alfaiataria impecável.
Ao longo de sete décadas, a maison transformou essa peça em símbolo de elegância atemporal. Na coleção Resort 2027, esse legado é reinterpretado através de um novo conceito: o guarda-roupa como um sistema inteligente, onde cada peça tem uma função e pode se adaptar aos diferentes momentos da vida moderna.
O sistema por trás de “Kinetic Chic”
A coleção não apresenta roupas como elementos isolados de uma temporada, mas como parte de um verdadeiro ecossistema de design. Casacos, jaquetas e silhuetas híbridas foram criados para funcionar juntos, permitindo diferentes combinações de proporções, camadas e movimentos.
A inspiração vem dos princípios da Bauhaus, movimento artístico que defendia a união entre forma e função. A Max Mara traduz essa filosofia para o luxo contemporâneo por meio de linhas arquitetônicas, cortes precisos e uma alfaiataria que privilegia tanto a estética quanto a praticidade.
As peças não são pensadas apenas como objetos de desejo, mas como componentes de um guarda-roupa versátil, criado para acompanhar a mulher em diferentes ambientes: do trabalho aos momentos sociais, da rotina urbana às ocasiões especiais.
A mulher Max Mara em constante transformação
Em “Kinetic Chic”, a identidade feminina não aparece como algo fixo. Ela muda conforme o movimento, a postura e o contexto. A mulher que veste Max Mara constrói sua própria narrativa através de camadas, tecidos e proporções que se transformam junto com ela.
A coleção celebra uma mulher contemporânea, independente e global — alguém que valoriza peças sofisticadas, mas também funcionais, capazes de atravessar o tempo e diferentes estilos de vida.
Xangai: o encontro entre tradição e futuro
A escolha da China para essa celebração reforça a visão internacional da maison. Xangai representa inovação, arquitetura moderna e uma nova geração de consumidores de luxo, tornando-se o cenário ideal para apresentar uma coleção que une tradição italiana e referências culturais chinesas.
Detalhes inspirados na cultura oriental, como os tradicionais botões pankou e elementos do cheongsam, foram reinterpretados dentro da estética minimalista e refinada da Max Mara.
Além do desfile, a marca apresentou a exposição “The Max!”, reunindo peças históricas, imagens de arquivo e momentos importantes de sua trajetória, celebrando 75 anos de criatividade, excelência artesanal e inovação.
Ao transformar o icônico casaco em parte de um sistema completo de vestir, a Max Mara reafirma sua filosofia: o verdadeiro luxo não está apenas em uma peça, mas na capacidade de criar uma elegância que acompanha a mulher em todos os seus movimentos.





























